Arquivos lixo - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/lixo/ A coragem de enxergar diferente Fri, 14 Feb 2025 12:02:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos lixo - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/lixo/ 32 32 195204525 A Fast Fashion e seu impacto ambiental https://www.focandonopositivo.com.br/a-fast-fashion-e-seu-impacto-ambiental/ https://www.focandonopositivo.com.br/a-fast-fashion-e-seu-impacto-ambiental/#comments Tue, 04 Feb 2025 20:20:02 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=6737 A fast fashion tem ganhado destaque nas discussões sobre sustentabilidade na moda e impacto ambiental da indústria têxtil. Esse modelo de produção rápida e de baixo custo permite que tendências das passarelas cheguem rapidamente às lojas. No entanto, esse ritmo acelerado tem um custo ambiental elevado, afetando o consumo de água, a emissão de poluentes […]

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A fast fashion tem ganhado destaque nas discussões sobre sustentabilidade na moda e impacto ambiental da indústria têxtil. Esse modelo de produção rápida e de baixo custo permite que tendências das passarelas cheguem rapidamente às lojas. No entanto, esse ritmo acelerado tem um custo ambiental elevado, afetando o consumo de água, a emissão de poluentes e a geração de resíduos têxteis.

Neste artigo, vamos explorar como a fast fashion impacta o meio ambiente, os principais desafios dessa indústria e soluções para um consumo mais consciente.

O que é Fast Fashion?

O termo fast fashion refere-se à produção acelerada de roupas a preços acessíveis, copiando os estilos mais recentes da moda. Esse modelo envolve design, produção, distribuição e marketing rápidos, permitindo que os varejistas lancem novas coleções frequentemente. Porém, o impacto ambiental desse modelo é significativo e muitas vezes ignorado pelos consumidores.


Impacto ambiental

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a indústria da moda é a segunda maior consumidora de água e responde por cerca de 10% das emissões globais de carbono, superando os impactos combinados dos voos internacionais e do transporte marítimo.

1. Consumo excessivo de água

A produção têxtil exige grandes quantidades de água. Para fabricar uma camisa de algodão, são necessários aproximadamente 700 galões de água, enquanto um par de jeans consome cerca de 2.000 galões.

Além disso, o tingimento têxtil é um dos maiores poluentes hídricos do mundo, com resíduos frequentemente despejados em rios e lagos sem tratamento adequado.

2. Poluição por microplásticos

A maioria das marcas de fast fashion utiliza fibras sintéticas como poliéster, nylon e acrílico, que levam centenas de anos para se decompor. Um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) estimou que 35% dos microplásticos encontrados nos oceanos vêm da lavagem de tecidos sintéticos.

Além disso, a produção de couro tem um impacto ambiental severo. O processo de curtimento utiliza produtos químicos tóxicos, como sais minerais e formaldeído, que contaminam solos e fontes de água.

3. Alto consumo de energia e poluição

A indústria têxtil depende fortemente de energia não renovável. A produção de fibras plásticas exige grandes quantidades de petróleo e libera substâncias poluentes, como cloreto de hidrogênio. Além disso, o cultivo de algodão requer pesticidas prejudiciais à saúde dos agricultores e ao meio ambiente.

Como minimizar os danos ambientais?

Para minimizar os danos ambientais da moda, é essencial investir em tecidos sustentáveis. Algumas alternativas incluem:

✔ Algodão orgânico – cultivado sem pesticidas e com menor consumo de água.

✔ Linho e cânhamo – tecidos naturais e biodegradáveis.

✔ Liocel (Tencel) – fibra produzida a partir da polpa de madeira, utilizando menos recursos naturais.

Além disso, práticas como consumo consciente, moda circular e a reutilização e reciclagem de roupas são fundamentais para reduzir o impacto da fast fashion no meio ambiente.

Se você quer adotar um estilo mais sustentável, comece pesquisando marcas responsáveis e optando por um consumo mais consciente!

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Fotos: FG Conscious Fashion, Internet

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Amazonas: o desafio de morar no Rio Negro https://www.focandonopositivo.com.br/amazonas-o-desafio-de-morar-no-rio-negro/ https://www.focandonopositivo.com.br/amazonas-o-desafio-de-morar-no-rio-negro/#respond Sat, 28 May 2022 23:42:04 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=1999 Com saudade do Rio Negro de antigamente, Daria de Sousa, de 79 anos, olha pela varanda da sua casa palafita. “Aquelas águas eram limpinhas, eu costumava lavar as roupas, tomar banho, nadar com a minha família e passear de canoa”, conta. Na rua Universal, 192, do bairro Educandos, em Manaus, capital do estado do Amazonas, […]

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Com saudade do Rio Negro de antigamente, Daria de Sousa, de 79 anos, olha pela varanda da sua casa palafita. “Aquelas águas eram limpinhas, eu costumava lavar as roupas, tomar banho, nadar com a minha família e passear de canoa”, conta.

Na rua Universal, 192, do bairro Educandos, em Manaus, capital do estado do Amazonas, ela mora desde que nasceu. Na década de 1940, aquela região foi palco de momentos felizes de sua infância, que estão guardados na sua memória e nem de longe parecem com o cenário que se vê hoje.

Ela se casou e criou seus 18 filhos nessa casa erguida em estacas de madeira sobre o rio Negro. Nas paredes da sala, Daria, viúva há seis meses, exibe orgulhosa as fotos da sua numerosa família, sendo que dez membros moram ainda com ela.

Daria lembra de seus tempos de moça quando andava de bonde no Largo de São Sebastião, no Centro da cidade, e seus olhos brilham. “A gente se reunia no final da tarde e, muitas vezes, até de manhã cedo para tomar banho e assar um peixe na beira do rio. Uma água gostosa. Não tinha esse negócio de lixo na água. São tempos que não voltam mais, agora Manaus não é mais igual, está tudo poluído, se acabando na mão do homem”, avaliou.

Daria de Sousa mora há 79 anos nessa casa palafita no rio Negro onde criou seus 18 filhos. Foto: Dulce Maria Rodriguez

35 toneladas de lixo por dia

Uma das principais características de Manaus é o fato de a capital amazonense ser entrecortada por cursos d’água, os igarapés, que um dia embelezaram a cidade e serviram tanto como fonte de lazer, quanto de alimentação, como bem lembra Daria.

Com a crescente evolução populacional e o avanço desordenado da região urbana da cidade, essa realidade mudou. O descarte incorreto do lixo impacta negativamente a qualidade de vida dos moradores da orla do Educandos, os quais passaram a conviver com o lixo que chega com a água do Rio Negro.

Nesta quinta-feira (27/05), o rio atingiu 29,37 metros – a maior cheia registrada no Amazonas foi a de 2021, quando o rio chegou à cota recorde de 30,02 metros em 16 de junho.

A Prefeitura de Manaus disse que recolhe aproximadamente 35 toneladas de lixo dos rios e igarapés da cidade por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).  O serviço consiste no recolhimento dos resíduos sólidos da superfície da água e das margens dos igarapés e orlas, além da retirada de vegetação aquática para melhorar o escoamento hídrico, mas, para os ribeirinhos, a frequência da limpeza não é suficiente.

De acordo com o coordenador das balsas da Semulsp, Marlon Chagas, esse tipo de ação é constante, principalmente durante o período de cheia. Ele faz um alerta para que a população colabore. “É o cidadão que joga o lixo, não é o rio que produz.”

A Prefeitura de Manaus por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana fez um apelo para que as pessoas evitem jogar resíduos nos rios e igarapés da cidade. Foto: Semulsp

Amor pelo rio

A Bacia Amazônica possui o seu ciclo natural: de junho a novembro a água desce, a chamada “vazante”, e de dezembro a maio a água sobe, o período da “cheia”.

As cheias são fenômenos naturais extremos e temporários, provocados por precipitações repentinas e de elevada intensidade que acontecem todos os anos na região.

Nesta semana, conforme dados da Defesa Civil, dos 62 municípios do estado, 35 estão em “situação de emergência” devido à cheia dos rios no Amazonas. Outros 23 municípios estão em estado de alerta.

O Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, do qual a Defesa Civil faz parte, aponta que 320.222 pessoas e 80.056 famílias estão sendo afetadas pela cheia. Daria e sua família fazem parte dessa estatística.

 Do estreito corredor da casa palafita de Daria, que antes foi de seus pais, dá para ver o rio poluído repleto de lixo onde qualquer um dos seus netos ou tataranetos poderia cair, até mesmo ela, que está de avançada idade.

Apesar de a moradia não apresentar as mínimas condições sanitárias aos seus usuários, a aposentada agradece a Deus que na sua família ninguém teve uma doença grave. “Temos muitas moscas sim, e todos tomamos água da torneira, porém vivemos tranquilos”, disse com um sorriso.

Daria e sua família convivem com os resíduos e o odor desagradável causado pelo material em descomposição na água do rio. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Ela trabalhou para o estado prestando serviços gerais na Escola Estadual Estelita Tapajós até se aposentar e confessa que, de regresso para casa na época da enchente, já encontrou cobras e até jacarés. “Minhas filhas me dizem que já está na hora de sair daqui, mas eu me recuso, não quero. Tenho muito amor pelo rio.”

Foto: Dulce Maria Rodriguez

Inverno Amazônico é assim

Para a dona de casa Fátima Corrêa, 38, vizinha de Daria, o mais difícil de conviver diariamente com o cenário de poluição é o fedor. “No tempo da cheia dá aquela ‘chuvada’ que alaga isso aqui. Sem condição, é só fedor e lama. Perdemos tudo”, afirma.

Materiais como garrafas pet, resíduos domésticos e cadáveres de animais são alguns dos principais tipos de lixo a serem encontrados nos igarapés de Manaus, o que acaba causando diversos transtornos para moradores das proximidades desses locais.

Além das consequências para o meio ambiente, como a alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas que podem gerar poluição do solo, da água e do ar, o lixo pode desencadear enchentes pela obstrução da passagem das águas e transmissão de doenças.

Onde acumulam lixo e água se propagam epidemias como dengue, zika, chikungunya, cólera, filariose, leishmaniose, leptospirose, toxoplasmose, peste bubônica entre outras, enfatizou o infectologista Nelson Barbosa.

O morador Adilerson da Silva, 32, vizinho de Fátima, também confirmou que o caso se repete todos os anos e os moradores sofrem tanto na cheia quanto com os efeitos da vazante. “O inverno Amazônico é assim mesmo. No início a gente é castigado porque, às vezes, se alaga tudo e precisamos até deixar nossas casas, e quando está secando é por causa do lixo e o fedor. São tempos de muito sofrimento”, contou.

Doenças como a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada, aumenta nesta época do ano. Foto: Semulsp

Falta de consciência

Na opinião de Fátima Corrêa, o problema é antigo e a população precisa se conscientizar. “Não adianta nada passar uma coleta retirando tudo, se o povo continuar com esse hábito triste de achar que os igarapés são lixeiras”, afirmou.

Para Fátima, deveria haver punição para quem descarta resíduos no leito dos rios e igarapés. “Uma coisa que tenho certeza é: as pessoas só aprendem se doer no bolso, se elas forem punidas de verdade, tenho certeza de que vai diminuir ou até acabar de vez”, disse.

Adilerson contou que diariamente os moradores se unem para recolher em pequenas canoas a sujeira na tentativa de reduzir o quadro vergonhoso. “A limpeza aqui também precisa melhorar, a Semulsp faz, mas é muito devagar e não é aquela coisa constante”, reclamou.

Para Raimundo Coutinho da Silva a vida para os moradores do rio Negro é dificil. Tem cobra, jacaré e doenças. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Orla do Amarelinho: o rio é quem marca o ritmo

Uma das principais portas de entrada de Manaus por via fluvial é a orla do Amarelinho, localizada no bairro Educandos. 

É um aglomerado de casas de madeira, casas ribeirinhas ou flutuantes em condições sanitárias precaríssimas que contribuem com a poluição do rio Negro.

Para o vendedor de bombons Raimundo Coutinho da Silva, de 59 anos, que trabalha na Orla do Amarelinho todos os dias, nos flutuantes é onde moram seus clientes “gente-boa”, destaca.

São caboclos ou ribeirinhos que passam em canoas para fazer compras ou levar as crianças para a escola. “Aqui a vida é difícil e perigosa, quando enche tem jacaré, cobra e outros bichos. A gente fica doente.  Não dá para sossegar”, conta.

Segundo ele, essas casas flutuantes são como peixes. Morrem se ficarem fora d’água. Elas são construídas para suportar bem esse balanço que é constante e que aumenta quando cai uma tempestade ou passa um barco grande.

“E em cima delas, as famílias vivem por anos, ninguém sai do lugar”, contou.

Casas flutuantes na orla do Amarelinho, bairro Educandos, zona sul de Manaus. Foto: Dulce Maria Rodriguez

Manaus é uma cidade entranhada pelo rio Negro, com cerca de 150 igarapés poluídos e famílias morando à sua margem.

Importância da conservação da Bacia Amazônica 

O rio Amazonas, que é o maior e mais volumoso rio do mundo, resultado do encontro dos rios Negro e Solimões, leva cerca de um quinto de todo o volume de água doce aos oceanos e é responsável por 20% da água potável do planeta.

Por isso, segundo especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a degradação ambiental compromete a disponibilidade de água doce no mundo. Afinal, a falta de preservação desequilibra o volume de chuvas, reduz o nível de água em rios e seca nascentes.

Conforme a cientista Maria Teresa Fernandez Piedade, estudos realizados pelo Inpa apontam que, das últimas décadas para cá, as cheias e as secas estão cada vez mais intensas e severas naquela região. “Isso indica que as mudanças climáticas já podem estar se fazendo sentir nestes sistemas”, sugere.

Para Maria, os problemas da Amazônia não estão restritos à região norte do Brasil. “Se os rios secam, o transporte de grãos como a soja, que é exportada, pode ser comprometido, impactando a economia nacional. A seca nos rios também afeta a produção de energia elétrica em represas como Belo Monte. Se essas represas param, o Sul e o Sudeste podem enfrentar apagões”, lembra.

“A Amazônia tem um papel importante na redistribuição da umidade, não só no Brasil, mas na América Latina. Trata-se de um sistema de circulação regional”, destaca.

Segundo a cientista todos esses fatores combinados influenciam diretamente o aumento de gases causadores do efeito estufa na atmosfera, contribuindo para o agravamento das mudanças climáticas e do aquecimento global.

A Bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo , drenando cerca de 1/5 de toda a água doce do planeta. Foto: divulgação

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Não jogue fora o seu celular velho, saiba o que fazer https://www.focandonopositivo.com.br/nao-jogue-fora-o-seu-celular-velho-saiba-o-que-fazer/ https://www.focandonopositivo.com.br/nao-jogue-fora-o-seu-celular-velho-saiba-o-que-fazer/#respond Fri, 25 Mar 2022 15:56:34 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=1801 Com a popularização da telefonia móvel e da computação pessoal, a geração de lixo eletrônico aumentou muito. Seja pelo estímulo da obsolescência programada praticada pelos fabricantes para estimular o consumidor a trocar seus aparelhos frequentemente ou pelo consumismo acelerado. Há uma preocupação com certos dispositivos descartados de forma irregular (jogados no lixo comum, por exemplo), […]

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Com a popularização da telefonia móvel e da computação pessoal, a geração de lixo eletrônico aumentou muito. Seja pelo estímulo da obsolescência programada praticada pelos fabricantes para estimular o consumidor a trocar seus aparelhos frequentemente ou pelo consumismo acelerado.

Há uma preocupação com certos dispositivos descartados de forma irregular (jogados no lixo comum, por exemplo), como celulares, tablets, computadores e outros com baterias, pois estas contêm elementos altamente danosos a saúde e ao meio ambiente, que podem permanecer no solo por séculos, contaminando tudo enquanto isso.

Além disso, esses aparelhos contêm materiais valiosos como ouro, prata, cobre e platina, além de metais raros úteis para fabricar outros eletrônicos com material reciclado.

O lixo eletrônico produzido nos últimos anos segue uma linha crescente. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 57,4 milhões de toneladas desse lixo são geradas todos os anos pelo mundo sem descarte correto.

O lixo eletrônico ou Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) são todos os dispositivos eletroeletrônicos, de celulares, tablets e computadores a TVs, lavadoras de louça e de roupa, geladeiras e etc., que foram descartados por seus donos.

1- Perigos dos lixos eletrônicos

As consequências do descarte incorreto de eletrônicos vão além dos impactos ambientais e podem causar graves problemas de saúde.

De acordo com artigo do TechTudo veja quais são os perigos:

No ar

A construção de eletrônicos requere de muitas peças feitas em metais e compostos com alta quantidade de carbono. Fios de cobre, plásticos e mercúrio, por exemplo, são três materiais muito utilizados nesses dispositivos.

Quando descartados ou queimados de forma inadequada, esses compostos emitem gases tóxicos que poluem o ar, reduzindo sua qualidade. Isso pode impactar diretamente nossas vidas, já que somos seres aeróbicos – ou seja, que precisam de oxigênio para sobreviver.

Pessoas que possuem problemas respiratórios tendem a sofrer mais com esse tipo de poluição, mas quem não tem nenhum tipo de comorbidade também pode ser uma vítima. Problemas como bronquite e rinite alérgica, por exemplo, ou até mesmo doenças mais graves e contínuas, como asma, podem ser agravados quando em contato com esse ar poluído.

Além disso, como tudo no ecossistema é cíclico, esse ar não permanece em um único lugar. Desse modo, embora esses dejetos estejam em algum ambiente específico, os impactos que eles têm no meio ambiente podem impactar a quilômetros de distância. 

Esses dispositivos e materiais têm um ciclo lento de decomposição, essas emissões podem persistir por anos, impactando de maneira prolongada o ar que respiramos

Nas águas

O descarte incorreto de dispositivos eletrônicos pode acabar em rios, lagoas e até mesmo no mar, tomando proporções imensas. Além de poluir a água doce, – que, vale lembrar, vive em escassez em muitos lugares do mundo – o e-waste (em português, Lixo Eletrônico) e seus materiais tóxicos podem contaminar animais e populações que vivam próximas a esses lugares, impactando diretamente essas vidas. Pescadores que dependam da venda de peixe para sobreviver, por exemplo, têm seu ganha pão impactado com esse tipo de poluição.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), dependendo do país, cerca de 60% a 90% da população faz o descarte incorreto do lixo eletrônico.

Esse número é alto e pode, a longo e curto prazo, ser prejudicial à saúde das pessoas e à biodiversidade em geral – já que, pela reação em cadeia, intoxica não somente as águas, mas todo o ecossistema do planeta.

Na fauna e a biodiversidade

O lixo eletrônico não afeta apenas os seres humanos, mas sim toda a fauna e flora de uma região. Quando o descarte irregular acontece em lugares com muita vegetação, a natureza ao redor tende a absorver tudo que esses eletrônicos liberam de tóxico.

Desse modo, dejetos com muito metal pesado, cobre e afins, podem contaminar e até matar um hectare inteiro de vegetação. Além disso, o e-waste também prejudica em cadeia, já que, no caso de uma plantação infectada, os insetos que fazem a polinização seriam contaminados também, transmitindo para outras plantas e animais.

Os animais que entram em contato com esse tipo de lixo eletrônico também correm o risco de serem contaminados, podendo até mesmo morrer por intoxicação. Isso porque, caso eles tentem comer alguma peça ou simplesmente fiquem em contato constante, os gases tóxicos emitir podem atingir seus organismos e causar o mesmo efeito de intoxicação que gera nos humanos.

Manter uma relação sustentável com a tecnologia. Para evitar o acúmulo excessivo do lixo eletrônico o ideal é evitar trocar com muita frequência os aparelhos, buscando reutilizar ou expandir o tempo de uso dos eletrônicos

2 – Como fazer o descarte correto

O primeiro passo para reduzir os impactos do lixo eletrônico é fazer o descarte correto desses materiais. Desse modo, jogar celulares ou videogames quebrados no lixo orgânico ou na rua, por exemplo, não é uma boa ideia.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o segundo maior produtor de lixo eletrônico das Américas, apenas 3% deste material é descartado corretamente.

Hoje, há locais especializados em fazer esse tipo de coleta. Além disso, utilizando apps como o Telite é possível encontrar lugares que coletem aparelhos eletrônicos. Esses aplicativos geram ainda pontuações a cada coleta realizada, que podem ser trocadas por prêmios.

Estação de trem em São Paulo recebe lixo eletrônico

Pontos de coleta de operadoras

As operadoras oferecem pontos de coleta de lixo eletrônico. De acordo com publicação do Tecnoblog a TIM, por exemplo, disponibilizou novos coletores para que qualquer pessoa se desfaça dos seus aparelhos antigos.

Os pontos de coleta estão disponíveis em mais de 150 lojas espalhadas pelo Brasil, com a maior parte no estado de São Paulo. Também há pontos localizados em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, entre outros.

Confira a lista com todos os estados e o endereço dos pontos de coleta

Outras operadoras também entregam um programa semelhante. Clique e confira a página de cada operadora dedicada ao tema:

Claro;

Vivo;

Oi

Onde descartar lixo eletrônico em Manaus

Em Manaus, por exemplo, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) possui a Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos.

 A base funciona na sede da Associação de Catadores de Recicláveis do Amazonas (Ascarman), localizada no bairro Santa Etelvina, zona Norte da capital.

Desde a implantação da Logistica Reversa já foram recolhidas 932,1 toneladas de lixo eletrônico

A Semulsp tem uma lista com 28 locais de descarte. Clique e veja a lista

Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos em Manaus

Em casos de dispositivos eletrônicos que ainda estejam em bom funcionamento, uma dica para evitar o desperdício é revender na internet ou até mesmo dá-lo para alguém que o reutilize. Essa prática, além de aumentar a duração desse aparelho na sociedade, pode gerar um retorno financeiro e garantir menos lixo eletrônico para o meio ambiente.

Na hora de fazer o repasse, é essencial avisar ao novo proprietário sobre o estado do aparelho e conscientizá-lo também sobre a importância de fazer o descarte correto. Isso porque em algum momento esse eletrônico irá para o lixo.

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