Arquivos Riberinhos - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/riberinhos/ A coragem de enxergar diferente Sat, 14 Oct 2023 16:33:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://www.focandonopositivo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/cropped-focando-no-positive_lente-32x32.png Arquivos Riberinhos - Focando No Positivo https://www.focandonopositivo.com.br/tag/riberinhos/ 32 32 195204525 Ajuda humanitária alivia ribeirinhos na seca no Amazonas https://www.focandonopositivo.com.br/ajuda-humanitaria-alivia-ribeirinhos-na-seca-no-amazonas/ https://www.focandonopositivo.com.br/ajuda-humanitaria-alivia-ribeirinhos-na-seca-no-amazonas/#respond Sat, 07 Oct 2023 15:35:15 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=5178 A imponência do Rio Negro, um dos principais cursos d’água da região amazônica, atinge agora números que marcam a história. Nesta sexta-feira (06/10), o rio alcançou o surpreendente nível de 14,79 metros, sinalizando uma seca de magnitude raramente vista. As consequências dessa estiagem, são sentidas profundamente, afetando mais de 200 mil famílias no estado do […]

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A imponência do Rio Negro, um dos principais cursos d’água da região amazônica, atinge agora números que marcam a história. Nesta sexta-feira (06/10), o rio alcançou o surpreendente nível de 14,79 metros, sinalizando uma seca de magnitude raramente vista.

As consequências dessa estiagem, são sentidas profundamente, afetando mais de 200 mil famílias no estado do Amazonas que habitam às margens dos rios e dependem diretamente dos recursos hídricos para sua sobrevivência e sustento, de acordo com dados da Defesa Civil.

Quando as águas se retraem devido à estação seca, essas comunidades enfrentam inúmeras dificuldades, como a escassez de água potável, a redução da disponibilidade de alimentos provenientes da pesca e da agricultura, e a limitação do acesso a serviços básicos.

Diante dessa situação crítica, uma força-tarefa humanitária foi mobilizada para levar as mais afetadas comunidades ribeirinhas, alívio e assistência em suas lutas contra a vazante sem precedentes.

A maior seca da história foi atingida em 2010, quando o Rio Negro marcou, no dia 24 de outubro, 13,63 metros.

Solidaridade

A situação atual tem sido particularmente desafiadora. Para acessar essas comunidades mais distantes neste período é necessário enfrentar muitas dificuldades em um longo percurso de estrada, lama em áreas que antes eram tomadas pelos rios, e águas extremamente baixas, com alguns locais chegando a apenas 20 centímetros de altura.

A Prefeitura de Manaus levou ajuda humanitária a mais de 3,5 mil famílias em três dias de operação. As ações de auxílio incluíram a entrega de mantimentos, kits de higiene e água potável, visando aliviar as dificuldades enfrentadas por essas comunidades.

A entrega de suprimentos aconteceu na comunidade São Sebastião do rio Cuieiras, beneficiando quase 1,2 mil famílias em 14 comunidades ribeirinhas.

Também foram beneficiadas nesta sexta-feira, 6/10, à comunidade São Francisco de Caramuri, localizada na divisa entre os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva, levando ajuda humanitária para 184 famílias que moram nas  comunidades Nova Via, Monte Horebe, Nova Esperança do Igarapé do Thiago, São Francisco e Santa Luzia do Tiririca.

A logística para entrega dos mantimentos está sendo feita pela Semacc, e as secretarias municipais de Assistência Social e Cidadania (Semasc); de Educação (Semed); de Saúde(Semsa), de Infraestrutura (Seminf), de Limpeza Urbana (Semulsp); de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), com o apoio da concessionária Águas de Manaus.

O drama vivido por essas pessoas é mitigado com esses itens e os ribeirinhos conseguem ter esperança de que terão ajuda para passar por este período.

Falta mais

No entanto, falta mais. A ausência de assistência adequada e suficiente agrava ainda mais a situação, deixando muitas famílias  ribeirinhas vulneráveis a condições precárias de vida e saúde.

Nesse contexto, é crucial que medidas de ajuda humanitária sejam implementadas a uma escala maior de forma eficaz e oportuna, visando aliviar o sofrimento dessas comunidades e proporcionar-lhes as condições necessárias para enfrentar os desafios da estiagem.

Seja parte da solução

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está arrecadando alimentos, roupas, itens de higiene, materiais de construção e recursos financeiros para vítimas do deslizamento de terra no município de Beruri, no Amazonas.  

O deslizamento aconteceu na noite do último sábado, 30 de setembro, na comunidade de Nossa Senhora de Nazaré do Arumã, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus (a 173 quilômetros de Manaus), onde a FAS realiza alguns projetos socioambientais.  

A tragédia destruiu cerca de 40 casas, um posto de telessaúde apoiado pela FAS, o gerador de energia e outras construções comunitárias. Há registros de uma pessoa morta, além de feridos e desaparecidos. Com o desabamento de grande parte da comunidade, mais de 200 pessoas estão desabrigadas. 

Doações

As doações podem ser entregues na portaria da sede da FAS, situada na Rua Álvaro Braga, 351, bairro Parque Dez de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus.

Já valores em dinheiro podem ser enviados para a chave PIX 002.444.472-33, de Kely Regina Soares, moradora e líder comunitária do Arumã, em Beruri (AM).

Deslizamento de terra no município de Beruri, no Amazonas

Fotos: Secom da Prefeitura de Manaus

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Conheça os doutores que cuidam da saúde dos ribeirinhos da Amazônia https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-os-doutores-que-cuidam-da-saude-dos-ribeirinhos-da-amazonia/ https://www.focandonopositivo.com.br/conheca-os-doutores-que-cuidam-da-saude-dos-ribeirinhos-da-amazonia/#respond Sat, 11 Mar 2023 17:19:06 +0000 https://www.focandonopositivo.com.br/?p=3545 Ajudar o próximo é um dos atos mais prazerosos para o ser humano! E isso se acentua se a ajuda for para quem mais precisa, sem solicitar nada em troca. Um grande exemplo é o Projeto Doutores das Águas, criado em 2011, que nasceu com o intuito de levar atendimento médico, atendimento odontológico, práticas de […]

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Ajudar o próximo é um dos atos mais prazerosos para o ser humano! E isso se acentua se a ajuda for para quem mais precisa, sem solicitar nada em troca.

Um grande exemplo é o Projeto Doutores das Águas, criado em 2011, que nasceu com o intuito de levar atendimento médico, atendimento odontológico, práticas de higiene e informação para as populações ribeirinhas da Bacia Amazônica.

Em um barco transformado em hospital e moradia, o projeto Doutores das Águas leva atendimento em saúde, vacinas e práticas de higiene à população ribeirinha em áreas remotas da Bacia Amazônica.

Mais de uma década ajudando

 “Foi com um grupo que fazia pesca esportiva na Amazônia e sempre encontrava um ribeirinho com dor que perguntava se havia médico no grupo”, explica a médica infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, uma das voluntárias do projeto.

“Sempre tinha um ou dois que examinava e dava uma medicação, mas isso não está certo, a gente vem até aqui e vê essa coisa exuberante e não faz nada em troca? Então nós vamos estruturar algo, e foi feito o barco hospital de três andares com consultórios médicos, odontológicos, farmácia e que também é nossa moradia”, conta para CNN Brasil.

Expedição

O barco hospital sai de Manaus, capital do Amazonas, percorre nove rios: Negro, Amazonas, Madeira, Madeirinha, Canumã, Sucunduri, Acari, Arariá e Abacaxis para atender povoados ribeirinhos.

São quase 40 horas de navegação até chegar ao primeiro povoado. O coordenador médico do projeto, Francisco Leão, conta o propósito do grupo: “A gente decidiu fazer esse projeto para melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos para que eles permaneçam e não saiam daqui, porque quem defende a Amazônia são eles, não somos nós, porque eles vivem da Floresta Amazônica sem tentar tomá-la”, diz.

“Esse que é o grande problema de quem tenta domar a Amazônia, nunca ninguém conseguiu porque ela é indomável”.

Uma festa: a única assistência médica ao ano

Ao chegar na comunidade de Bom Jardim, os Doutores das Águas são recebidos com uma placa de boas-vindas, o que emociona o grupo.

Voadeiras e rabetas, barcos típicos dos ribeirinhos movidos a motor, e canoas multiplicam-se pelo rio Sucunduri vindo de outras comunidades ao redor.

Algumas famílias banham seus filhos no rio e outras maquiam-se e vestem a melhor roupa para receber a equipe de saúde. “A única assistência médica que eles têm o ano inteiro somos nós”, diz Richtmann.

Ao desembarcar, a médica é recebida pelo líder comunitário Raimundo de Souza Dias, que já se apressa para mostrar o posto de saúde de madeira construído e doado pelos Doutores das Águas em expedições anteriores.

“Não funciona faz anos porque não tem agente de saúde”, conta Dias. “E se ficar doente? Faz como?”, questiona Richtmann. “Faz um chá de cidreira”.

Cuidado em saúde

De acordo com Fish TV News a visita acontece uma vez por ano e atende entre dois mil e três mil ribeirinhos, promovendo melhoras em vários indicadores de saúde e da qualidade de vida dessas comunidades. Em cada viagem, cerca de 50 voluntários estão presentes para ajudar.

O que mais alegra os responsáveis pelo Doutores das Águas são os resultados, em números, desses anos de ajuda. São mais de 13 mil atendimentos médicos e odontológicos realizados em 18 comunidades.

No último ano, o projeto contou com um aumento de 29%. Noventa e oito voluntários já participaram do projeto e, nos últimos cinco anos, por exemplo, eles navegaram por mais de 10 mil quilômetros.

Apesar da maioria dos voluntários terem participado de mais de uma expedição, cada visita é uma sensação nova e muito gratificante, segundo os participantes.

Desde 2015, o projeto Doutores das Águas conta com um barco ambulatório, projetado, especialmente, para atender às necessidades das atividades, trazendo dinamismo aos atendimentos e expandindo o número de ribeirinhos beneficiados.

O barco, que foi construído através do apoio de doadores do setor privado, é equipado com quatro consultórios odontológicos completos, com cadeiras e raio-x, esterilizador; quatro consultórios médicos, sala de pequenas cirurgias, farmácia, refeitório, cozinha, acomodações para funcionários; oito suítes com capacidade para até 32 voluntários e área de lazer.

A Equipe 

A equipe médica dos Doutores das Águas é coordenada pelo Dr. Francisco Leão, Urologista e um dos idealizadores do projeto.

Trabalhando na prevenção de doenças, realizando pequenas cirurgias, diagnosticando e aplicando medicamentos, testes e vacinas, sua equipe conta, anualmente, com nove pessoas, entre médicos de diferentes especialidades, farmacêuticos e enfermeiras.

A equipe odontológica, coordenada pelo profissional Rubens Hirano, conquistou muito espaço dentro do projeto devido aos excelentes resultados obtidos na saúde bucal, que refletem diretamente na saúde como um todo.

O objetivo é trabalhar, cada vez mais, a prevenção, diminuindo consideravelmente os procedimentos cirúrgicos. Sua equipe é composta de dez pessoas entre dentistas, um gestor e auxiliares.

A equipe de educação recreativa surgiu da necessidade de levar informações básicas sobre higiene, saúde e bem-estar de forma didática e lúdica.

A responsável pela gestão é a coordenadora Samla da Rosa. Sua equipe conta com cinco voluntários, entre recreadores, educadores e técnicos em higiene bucal.

Por fim, a área administrativa é coordenada por Cristina Ancona Lopez, que é o elo com doadores e voluntários, organizando todos os trâmites de divulgação, transporte, compras e vendas. Sua equipe conta com um auxiliar e ajudantes voluntários, quando necessário.

O coordenador geral do Projeto, Rubens de Almeida Prado, mais conhecido como Rubinho, comenta como a população precisa e espera, ansiosamente, a visita anual dos Doutores das Águas.

“Eles ficam nos esperando, todos os anos. Porque, depois de uma década, a gente já passou a fazer parte da vida dessas pessoas”, comenta Rubinho.

Ele ainda diz que a população ribeirinha não possui outro atendimento por perto, e se precisarem de ajuda urgente, precisariam sair de suas comunidades, contado com um barco disponível, com combustível e recursos, além de navegar entre 30 e 40 horas para até chegar até esses locais.

Vídeo CNN Brasil

Com informação da Fish TV News

Todas as fotos são de autoria do Doutores das Águas

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